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Componentes

O INLAND é baseado no IBIS (Integrated Biosphere Simulator), descrito por Foley et al., (1996) e Kucharik et al., (2000), o modelo é dividido em módulos que simulam os processos em diferentes escalas temporais, desde horária até anuais. O modelo tem um módulo de superfície que representa os balanços de água, energia e momento, a aerodinâmica do dossel e os processos fisiológicos da vegetação, como fotossíntese e respiração. O módulo de vegetação dinâmica simula as mudanças na vegetação em função da produtividade primária líquida, do estoque, crescimento e volume da biomassa e mortalidade em cada categoria de planta (Foley et al. 1996). O módulo de biogeoquímica do INLAND simula o fluxo de carbono de forma completa no solo, onde são calculados os ciclos de C e N, produtividade primária líquida, respiração do solo e decomposição, entre outros[1], além das perdas por lixiviação.

O módulo de superfície representa duas camadas de dossel: baixa, que considera os arbustos e gramíneas e alta, que considera as árvores. Ele usa 6 camadas de solo e os processos são resolvidos a cada hora. A AET é resolvida neste módulo e leva em conta a evaporação do solo, interceptação e transpiração. A água no solo é particionada entre infiltração e escoamento superficial (SR). A parcela infiltrada pode ser evaporada pelo solo, transpirada pela vegetação ou drenada através das camadas de solo, onde irá compor o escoamento sub-superficial (G). A transpiração é calculada para cada Tipo Funcional de Planta (PFT), que é uma função das restrições climáticas, dadas pela condutância dos estômatos. Diferentes PFTs extraem água de diferentes camadas de solo (Foley et al. 1996). Todos estes processos são influenciados pela textura e a quantidade de matéria orgânica do solo (Kucharik et al. 2000).

O THMB representa a dinâmica de rios, lagos e áreas alagadas, através de um modelo de reservatório linear para simular o transporte de água do escoamento superficial e subsuperficial em uma rede de drenagem, em termos das direções de fluxo, do tempo de residência dentro da célula e da velocidade efetiva de fluxo (Coe 2000; Coe et al. 2002; Coe et al. 2007). No modelo de reservatório linear, cada célula de grade é considerada como um reservatório (Coe, 1998; Vorosmarty et al., 1989) e, apesar de suas simplificações, ele pode ser usado em modelagem de larga escala temporal/espacial.

A água total entrando na rede de rios em cada célula de grade é a soma do escoamento superficial e subsuperficial (RUN), do balanço entre precipitação e evaporação e a soma dos fluxos das células a montante menos a perda para a célula a jusante. Quando o volume de água do rio excede o volume inicial para dar inicio ao processo de alagamento, a água é deslocada para esta região, onde ela é transportada para as células a jusante. A área sujeita a alagamento é delimitada por uma máscara de alagamento, gerada a partir de observações das máximas áreas de alagamento na região (Hess et al., Dados não publicados, apud Coe et al., 2007).

O INLAND calcula a evapotranspiração real em cada célula de grade, mas nas frações cobertas por água a perda se dá como a evaporação potencial (PET), ou seja, sem restrição. Desta forma, o cálculo da PET foi incluído no THMB, utilizando uma simplificação da equação de Penmann (Fragoso et al., 2009), que estima a evaporação (mm /dia).

[1]http://www.biosfera.dea.ufv.br/inland/modules/mastop_publish/?tac=Modelo_-_Software, acesso em 10/12/2012

Componentes disponíveis atualmente no INLAND

Para maiores informações sobre os componentes veja Documentação e Exemplos.